sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Declínio Inequívoco do PFL

Os Democratas (DEM) participarão este ano de sua primeira eleição para cargos nacionais e estaduais. Criado em 2007, o partido disputou apenas as eleições municipais de 2008.
Se eu me lembro bem, a mudança de nome de PFL para DEM tinha como objetivo coroar um processo geral de modernização do partido. O DEM gostaria de ser um partido de direita moderno, com um novo programa e dirigido às camadas médias urbanas. Uma espécie de Partido Conservador do Reino Unido. Para tal, foi feita inclusive uma mudança geracional, com a saída dos fundadores e a ascensão de jovens dirigentes.
Não sei se os artífices desta transformação viram o gráfico abaixo, mas certamente se deram conta da lenta decadência do PFL na maioria dos estados.
O Gráfico abaixo apresenta o percentual de votos obtido pelo PFL nas disputas de 1990 para cá. O resultado é impressionante. A tendência de queda contínua é uma constante em grande parte dos estados. Na última eleição, o único crescimento digno de nota aconteceu em Sergipe.
Em 2006, o PFL obteve mais de 20% apenas na Bahia, no Distrito Federal e em Sergipe. Imagino que, pelo menos no Distrito Federal, o partido não deve continuar tão bem em 2010.



O PFL vinha se afastando paulatinamente dos três maiores partidos brasileiros (PT, PSDB e PMDB). A ausência de candidatos competitivos do DEM nos estados mais importantes deve criar mais dificuldades para o partido em 2010. Por ora, não existem muitas razões para acreditar que o novo partido deve conseguir reverter o processo de declínio do PFL.

3 comentários:

  1. Jairo, você não acha que a mudança de sigla trouxe mais custos do que benefícios? Afinal de contas, jogou-se fora uma legenda muito conhecida. E uma tal legenda é um ativo inestimável para qualquer organização, consumindo anos para ser gerado. Sei que o PFL se encontrava estigmatizado por amplos setores do eleitorado. Mas esse estigma era a contrapartida natural do fato de a agremiação já ter um perfil muito nítido aos olhos das elites e das massas. Parece-me que teria sido melhor mudar apenas o programa do partido. Note-se que o bem-sucedido PT mudou seu programa, mas jamais pensou em mudar a sigla...

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  2. Octavio,
    Concordo contigo. Foi uma decisão arriscada. Em geral, os partidos fazem reformas, mudam sua estrutura, seu programa, sem mudar de nome.
    O Partido Conservador britânico agora defende a agenda verde e o "conservadorismo com compaixão".
    E para piorar, o nome Democratas ( o único partido sem a letra "P"no nome) não pegou.

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  3. Paz e bem!

    Mas se olharmos
    a mãe do PFL,
    o PDS,
    as mudanças de sigla
    ocorreram muito mais vezes.

    Começou ARENA,
    virou PDS,
    virou PPR,
    virou PPB
    e agora é PP.

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