quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Um bom instrumento para avaliar os atuais deputados federais

Um dos temas fundamentais do debate sobre a representação política diz respeito a como dimensionar se os parlamentares realmente representam os interesses da população. Qual é a melhor maneira de avaliar a qualidade da representação? Que fatores devem ser considerados?
Alguns sustentam que devemos observar a atuação dos partidos, já que estes são as unidades fundamentais da política contemporânea. Para outros, o nosso sistema eleitoral de lista aberta, centrado nos candidatos, estimula que façamos uma avaliação da atuação individual dos deputados.
Nos Estados Unidos e nos países da Europa existem muitas instituições que acompanham a atividade dos parlamentares e tentam sistematizar informações sobre a atuação destes para um público mais amplo. No Brasil, poucas organizações fazem o mesmo.
Um conjunto de instituições, capitaneadas pelo CEBRAP, criou um instrumento muito interessante para avaliar a atuação dos deputados federais. Chama-se Extrato Parlamentar.
O processo é muito simples e engenhoso. O visitante da home-page do projeto responde a uma lista de tópicos. Cada um deles foi tema de votação na Câmara dos Deputados na atual legislatura (200-2010). A surpresa aparece depois. O programa apresenta uma lista de todos os deputados do estado, segundo a ordem de afinidade com as opiniões do visitante.
Há ainda a opção de avaliar a atuação da bancada dos partidos de cada estado.
Muito bacana. Vale uma visita.

Da série jingles inesquecíveis

Para quem ouviu o Queen (I want to break free). Uma pérola da campanha de Claudir Maciel.

2 comentários:

  1. Achei excelente o Extrato Parlamentar. Dá ao eleitor em dúvida um ótimo subsídio para a sua escolha.

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  2. Embora interessante a iniciativa, pareceu-me que as questões escolhidas são pouco relevantes, na maioria, para definir com mais precisão a afinidade político-ideologica dos partidos ou parlamentares e o eleitor. Várias delas (por ex., criar ou não um novo estado por plebiscito) não considero relevantes para determinar minha escolha. Além do mais, é provável que em muitas votações, os partidos de oposição votem sistematicamente contra o governo federal, não por princípio, mas por oportunismo político.
    G. A. Lopes.

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